"Lua de Prata"

"Lua de Prata"


"Poetas não são Felizes"


Nuvens estáticas de chuva sobre meus pensamentos
Sinto o frio correr na minha pele em calor
Gotas me dão arrepios
Confundo dor com amor.

Vai poeta covarde
Vai mentir, dizer pro mundo que está tudo bem
Poetas não são felizes
Mesmo estando do lado de alguém.

Somos uma guerra
Sempre ganhamos, sempre perdemos
Todos os dias
Todas as noites sofremos.

Meu cérebro petrifica em gelo
Meu coração arde em chamas
Sou um solitário em busca do silêncio de um abraço
Carente em ouvir alguém dizer que me ama.

Caminhos certos e errados
Sempre escolhemos os dois
Nascemos, estamos vivendo e morreremos
Mesmo escolhendo o caminho certo
Para toda a vida sofreremos.


Conto Reflexo: A última gota do oceano!



Paulo ri de mim, mas sei que ele sente pena. Ele é mais realista e diz:
-Isso é pra tu largar de ser idiota, pra nós o amor não existe, ainda mais na nossa situação. Quer beijar?! Beija, amassa, aperta, passa a mão, chupa, enfia, mas amar, brufhhhhhhh, é mais fácil um cachorro nos amar do quê algum ser humano.
Eu: - Idiota, é uma palavra que está tatuada na nossa testa!
- Pedro aprende comigo, pegaaaa geral e esquece essa porra de amor.
Falo: - Já tentei, mas não consigo, nasci romântico! Mas sabe de uma coisa Paulo, eu percebi que meu romantismo diminuiu, eu to mais “seco”, me entendi?!
- Esse é o meu outro eu, vai lá porra, corrói esse romantismo, deixa ele apodrecer e criar mofo em algum canto do seu coração.
- Que é Paulo?! Tá ficando sentimentalista é, falando em coração! Rs.
Risos... – Sei lá! Mas isso vai passar, lute!
(...)
E eu sentimentalista contei os dias, anotei no calendário, 38, 37, 36 dias, esperando 12 de novembro chegar, deitava e acordava pensando, olhava para a parede e imaginava os dias que estariam por vim, as alegrias, imaginava o doce sabor da felicidade, sabor mousse de maracujá, ficava com os olhos estáticos sentindo algo que não sei explicar o que era, algo que jamais havia sentido um tipo de sentimento insensível, sentia arrepios leves correndo em minha pele, minha boca salivava rapidamente, deitado, sentia-me como estivesse flutuando, odiando a distância, sufocado.
(...)
- Paulo, está era a minha última bala, estou sem munição, foi a morte da abelha rainha, a última gota do oceano, o último diamante raro que perdi, perdi não, ele se perdeu de mim.
- Vai lá, lute, vira “free bitch baby” que nem eu.
- Rs, a porra Paulo, só você mesmo pra fazer eu rir.
- Ei! Eu sei de uma coisa ótima pra fazer isso passar, ou não, vamos beber?!
-Só se for agora!

"Vinho"

Sangue mais vermelho
correndo mais e mais,
vinho em minhas veias
nunca é demais.

Alcool livre corre
veia por veia,
me deixando bipolar
meus dedos incendeia.

Amor incurável
vida por viver
necessidade de mudar
por prazer.

Sou outro.

Vizão turva
fora da lucidez
alucinações sem sentido
qual a loucura da vez?!

Mais e mais
vermelho mais vermelho
vejo tudo errado
vejo um outro eu no espelho.

[obs: compus este poema bêbado, bebendo vinho claro]

"O tudo que vivemos"



"Eu posso estar ao seu lado mas não sinto a sua presença
é como se fosse um fantasma sem alma, sem espírito, sem aura...
Teu sorriso é como se fosse apenas um reflexo no espelho de um lago morto
um lago formado de milhões de lágrimas derramadas,
onde eu todos os dias o encho...
Teu olhar é como se fosse um vulto branco, em um dia bem ensolarado
tudo tão claro que não consiguo vê-lo,
teu olhar de olhos castanhos, negros, fortes e longes.
Teu aperto de mão é como se fosse um toque do vento, do frio, do nada.
Não existe o nada, o nada existe, o nada é o 'eu e você'
o nada é o tudo que vivemos"


[Escrevi este verso já faz um tempo, resolvi posta-lo. É para uma pessoa que errou comigo e não merecia o amor que tenho para dar.]

"O farol"

Ondas vazias
noite sem estrelas, vestida,
um véu negro
da terra a última despedida.

Navegando nas ondas, vazias
escuridão total
a procura de alguma luz
fugindo das ondas do mal.

Um farol na visão
um ponto à me guiar,
sem vento,nas ondas
pra onde o mar me levar.

Do mar um farol
sempre, sem chegada,
cada vez mais perto
sempre, mais longe do nada.

Ilusão
dos meus olhos uma criação.

Mar
navegando pra nenhum lugar.

...

[A inspiração veio sem pedir licença]

"Ele NÃO morreu"


Ele não morreu!!! Droga de amor!!! O mato mas ele ressucita quando eu menos espero!
Em um fim de tarde, num copo de qualquer tipo de álcool no bar, em um 'jogo da verdade', em um beijo, em uma amnésia alcoólica... Como a Maria Luiza comentou na última postagem: "Ele ressucitará Pedro, as vezes penso que morreu que é o fim e pronto será melhor assim, mas ele sempre ressucita pronto pra morrer de novo".
Só que agora espero que ele não morra! Ahhhhhhhhhhhhh! Droga de amor! DROGA!

"Ele morreu"

Morreu... O amor morreu... Não amo mais... Não há mais amor em mim...
Posso até ainda falar de amor, mas eu não o terei mais...

"Valsa da morte"

Toca piano
toca no ritmo das batidas do meu coração
toca violino
toca na melodia da minha respiração.

Eu perdi minha inocência
como um criança corrompida
perdi minha paz, minha alegria, meu amor a vida.

Eu ganhei medo
como uma criança perdida na escuridão
ganhei tristeza, ódio, depressão.

Como eu pude me tornar assim?!
Cometi erros, mentiras, pecados,
sou uma aberração da natureza
sou um coração de pedra quebrado.

Danço uma valsa tocante
movimento meu corpo nessa doce melodia
corto o silêncio da madrugada
esperando o raiar do dia.

Até a propria felicidade alimenta minha depressão
não consigo mais ter sorrisos verdadeiros
minha vida agora é uma constante mentira
aqui, neste mundo, sou um mero passageiro.

As corujas me observam
são testemunhas da minha lamentação
a noite está terminando, elas vão dormir, fim do frio...
Mas o frio continua em meu corção.

{Lua
que me observa
fique comigo
alimente meu único desejo
último... Último.}

Toca piano, toca violino
toca minha doce valsa da morte
toca o meu coração
toca minha respiração...
Enquanto eu danço, sinto, vibro nessa melodia
meu corpo grita, abre, pula
toca...
Assim deixarei meus erros me vencerem
deixarei meu sangue escorrer
assim fugirei dançando da vida
deixarei o cansaço me vencer.

"Minha vida acaba hoje e eu estarei dançando
minha vida acaba hoje e eu estarei sorrindo
minha vida acaba hoje e eu estarei cantando"

Obs: A última estrofe é uma adaptação de um trecho da música "Dançando" do Agridoce.

"Reflexo: Mudanças"

Paulo e eu entramos no apartamento 03, naquele prédio cheio de corredores, e aquele cheiro de hospital que ninguém gosta, então a enfermeira nos mandou vestir a roupa de paciente e esperar. Esperamos mais de 2 hrs, até o "homem do corredor" chegar com uma cadeira de rodas e falar: -Vamos?! Aquele "vamos" soou como um tiro em nosso peito, mas um tiro sem arma e sangue, mas logo depois haveria sangue... Sentamos descalço na cadeira e fomos levados ao centro cirúrgico. Corredores e mais corredores, portas, pessoas mascaradas pra lá e pra cá, maca, anestesia, soro...
(...)
Ficamos um dia internados e tivemos bastante tempo para conversarmos, conversamos sobre escolhas boas e ruins, erros, arrependimentos, mentiras(toda minha vida)... Coisas tipo flash back, foi uma experência de quase morte, se é que possamos considerar assim! E a coisa mais importante que Paulo me disse foi:
-Pedro, precisamos mudar !
Aquilo entrou pelo nossos ouvidos e ficou, vamos levar isso como lema pro resto do ano! Vamos mudar, precisamos, necessitamos... Deixar para trás beijos, alcool, rua, boêmia, abraços, e principalmente o amor! Esse maldito amor que nos fez ir para a mesa de cirugia pela 2º vez!!! E não queremos ir novamente.
Paulo é um ótimo psicólogo!

"Coração Bandido"


Vai coração bandido
vai vadiar, esqueça o amor
vai andarilhar, talvez também esqueças da dor
sem pudor.

Do leito de minhas veias(rios)
transbordam litros de sangue
batidos por tu coração(bandido)
neste esqueleto esculpido.

Nestes sentimentos sentidos por ti
oh coração errante,
esqueça de tudo isso aí
sem nenhum ressentimento contundente.

Aproveite e me esqueça também
que estou aqui, que existo
talvez assim, num piscar de olhos imprevisto
eu vá além do além.

Voar além do além-mar
até o além-mundo,
assim quando eu sobre-voar por lá
eu posso cair num sonho profundo.
... Pra nunca mais revoar...

Vai coração bandido bandidar
mas sem aquele tal de amor
e também sem a dor, andarilhar só.

[Completamente só]